Vítima de 68 facadas, mulher sobrevive e revela detalhe chocante

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Isabela Oliveira Conde, de 36 anos, que foi esfaqueada a mando do namorado em Salvador, detalhou, em entrevista à equipe da TV Bahia, como conseguiu sobreviver. Com pontos e hematomas pelo corpo, ela conta que recebeu 68 golpes de faca de dois homens contratados pelo namorado, homem que não só comandou como presenciou todo o atentado.

A vítima foi atacada na quinta-feira (28) de carnaval, após deixar o expediente em um hospital de Salvador, onde atua como fisioterapeuta. O namorado, Fábio Barbosa Vieira, de 37 anos, foi pegar Isabela no trabalho junto com dois homens, que seguiram no banco de trás do veículo.

“Quando entrei e vi dois rapazes no carro eu me assustei. Entrei, olhei e ele disse: Bela, esses dois são meus amigos e eles estão trabalhando comigo na venda dos abadás”, contou Isabela.

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No caminho, quando passavam pela Avenida Bonocô, umas das principais da capital baiana, os homens começaram a bater e esfaquear Isabela.
“Recebi um mata-leão dentro do carro mesmo. Eu perguntei: ‘Fábio, o que está acontecendo?’ Achei que os dois homens que estavam atrás tinham se revoltado e queriam me assaltar. Quando consegui folgar um pouco o braço [do homem] olhei para o lado e vi aquele homem frio, Fábio, dirigindo o carro tranquilamente. Eu falei: ‘Fábio, me ajude’. E ele disse: ‘Você vai morrer'”, relatou.

Segundo Isabela, Fábio disse à polícia que pagou R$ 500 para que os homens a matassem. Entretanto, ela não soube detalhar se o total era para que a dupla dividisse entre si ou se Fábio pagou R$ 500 para cada um dos criminosos. O G1 tentou confirmar a informação com a Polícia Civil, mas até o momento da publicação desta reportagem, não conseguiu o dado.

“Quero Justiça, quero que Fábio pague pelo que cometeu. Segundo Fábio, foi R$ 500 reais que ele deu [para os homens]. Fábio estava o tempo todo estimulando para eles me matarem”, relembrou.

A fisioterapeuta conta que estava disposta a terminar o relacionamento e Fábio pode ter percebido que ela queria dar um ponto final na história do casal. Isso pode ter motivado a tentativa de homicídio.

Isabela relembra, ainda, que precisou se fingir de morta para sobreviver. Convencidos de que a fisioterapeuta estava morta, os homens a jogaram em uma área de mata da BR-324, no trecho do município de Simões Filho, região metropolitana de Salvador. Ela foi socorrida por pessoas que passavam pelo local e levada para o Hospital do Subúrbio, na capital baiana.

“Eu estava toda lavada de sangue, eles não perceberam [que estava viva]. Eu pensei: ‘Vou fazer uma apneia longa’. Travei minha respiração, abaixei meu tronco e parei de me defender. Eles acharam que eu tinha morrido. Eles me arrastaram do carro e me jogaram na ribanceira”, relatou.

Isabela está sem a visão de um dos olhos, mas disse que vai passar por uma cirurgia para tentar reverter a lesão.

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