Política

Mais prisões petistas na Lava-Jato

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A polícia federal realiza, nesta sexta-feira (23), 22 mandatos de prisão na 56a fase da Operação Lava-Jato. Apelidada de “Sem Fundos”, a investigação apura supostos crimes de corrupção na construção da Torre Pituba, a sede da Petrobras em Salvador (BA), feita em parceria com a Petros, fundo de pensão dos funcionários da estatal. A PF afirma que as construtoras OAS e Odebrecht distribuíram 68,3 milhões de reais entre os anos de 2009 e 2016.

Entre os presos estão Valdemir Garreta, que trabalhou para o PT, e Marice Correa de Lima, cunhada do ex-tesoureiro do partido, João Vacari Neto. A PF também pediu a prisão do ex-presidente da Petros e dos Correios, Wagner Pinheiro Oliveira, e o empresário da OAS Mario Cesar Suarez.

Marice já chegou a estar presa durante uma semana em 2015, quando foi acusada de ocultar valores ilícitos de sua irmã, Giselda, irmã de Vaccari. Porém, a defesa afirmou que a mulher que apareciam nas imagens expostas pelo MPF era na verdade a própria Giselda. Com essa alegação ela acabou por ser liberada da prisão.

Segundo a acusação, os executivos da OAS pagaram de 7% a 9% do valor da obra como propina a dirigentes da Mendes Pinto que, por sua vez, repassaram a dirigentes da Petrobras e da Petros. A parte destinada ao PT foi entregue a Marice, indicada por Vaccari, ou encaminhada à sigla por meio de doações oficiais. Já Duque recebeu por meio de um contrato com a empresa D3TM.

Ao todo, devem ser cumpridos nesta sexta-feira 68 mandados de busca e apreensão, oito mandados de prisão preventiva e 14 mandados de prisão temporária, nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Bahia.

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