Doria gastou R$ 100 milhões com a TV Cultura em 2020

O governo de João Doria (PSDB) repassou R$ 100 milhões à TV Cultura durante o ano de 2020. A informação está no site da Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV.

O valor é correspondente a 67,4% dos R$ 148,3 milhões orçados para as atividades da Fundação Padre Anchieta no ano passado.

A maior parte do dinheiro público repassado à fundação foi gasto no item “pessoal e encargos”, ou seja, remuneração de funcionários.

A extrema-imprensa não fez escândalo sobre o valor empregado por João Doria na TV Cultura, mas acusou de forma desonesta o Terça Livre de receber verba publicitária do governo federal via Google Ads.

Conforme o Terça Livre já explicou, fica a cargo do próprio Google Ads escolher onde as publicidades serão veiculadas e que isso é feito de acordo com a quantidade de views (visualizações) que cada site ou canal de Youtube possui. Nenhuma retratação foi feita.

À época, a Secretaria Especial de Comunicação do governo (SECOM) chegou a apresentar gráfico do Google no qual constava que quem mais recebeu verba publicitária via Ad Sense foi a revista de ultra-esquerda Fórum, do jornalista Renato Rovai.

Foram R$ 157 no site e R$ 11 no canal do Youtube. Já o Diário do Centro do Mundo (DCM TV), outro canal de esquerda no Youtube, recebeu R$ 81,72.

Mas o problema mesmo são os sites apelidados de “bolsonaristas” como é o caso do Terça Livre, que recebeu R$ 32 ou o Jornal da Cidade Online, que aparece recebendo R$ 60,38.

Em outras épocas, canais de esquerda já foram mais rentáveis. Ao invés de receberem de forma indireta, por meio do Google Ads, recebiam do próprio governo valores exorbitantes, o que nunca foi motivo de espanto a quem hoje se dedica a encontrar formas desonestas de acusar o Terça Livre de receber verbas da SECOM.

Dados do Instituto para o Acompanhamento da Publicidade (IAP) mostram que, em quase 15 anos a Revista Fórum recebeu o total de R$ 4.201.695,24. As verbas eram destinadas tanto à revista física, já extinta, como ao portal de notícias na internet.

Já o Diário do Centro do Mundo (DCM) recebeu de 2013 a 2016, R$ 1 milhão, 408 mil, 079 reais e 70 centavos do governo.

A IstoÉ recebeu mais de R$ 300 milhões em verbas publicitárias durante a ‘era’ Lula e Dilma.

O modelo de mídia digital alternativa e independente, através da internet e das redes sociais, incomoda a quem antes costumava faturar para falar bem de determinados governos.

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