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PVC: Palmeiras venceu a Libertadores, não perdeu o Mundial

O Palmeiras não jogou bem contra o Tigres, como não jogou bem a final da Libertadores, oito dias atrás. Mas o esforço descomunal para ganhar o torneio continental, com dez partidas disputadas entre 30 de dezembro e 30 de janeiro, quatro deles de mata-mata, três clássicos seguidos contra Grêmio, Corinthians e Flamengo, ajudam a entender por que faltou pernas e cabeça para o Palmeiras ganhar do Tigres.

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Também faltou futebol, mas isto está diretamente relacionado ao excesso de esforço no final da temporada. A maratona foi um dos ingredientes para o Palmeiras perder do Tigres.

“Nós fomos até o fim”, disse Abel Ferreira, ao se reunir com os jogadores logo depois da semifinal. “É um adversário com muita qualidade individual e coletiva”, também disse Abel. O treinador português tem razão em querer valorizar o que foi feito, apesar da frustração evidente, oito dias depois da conquista da Libertadores.

Racionalmente, o Palmeiras deve pensar no que ficará para a próxima temporada. A confiança de voltar a vencer a Libertadores, a economia de diminuir 25% da folha de pagamento, a certeza de conseguir revelar jogadores de qualidade, com o lançamento de doze jogadores da base, pela primeira vez na história.

O Tigres diz que chegou ao Mundial para fazer história. Poderá fazer um jogo importante contra o Bayern, desgastado pela madrugada passada no aeroporto de Berlim.

A quinta eliminação sul-americana na semifinal do Mundial não deve ser vista como fracasso, mas como o melhor resultado possível depois de uma temporada de enorme desgaste.

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