Extremista publica tese de Oxford defendendo perseguição a internautas

Em defesa de agendas de grandes fundações, a ativista é financiada pelo magnata George Soros.

A Universidade de Oxford publicou um “estudo” de uma militante extremista que defende a criminalização da livre expressão na internet, sob a justificativa da existência de uma “tropa cibernética”. A militante é Antonella Perini, que se apresenta como pesquisadora argentina e estudou em Oxford. Ela acredita na existência de uma sistêmica “propaganda computacional”, tese segundo a qual a liberdade de expressão na internet criou “tropas” que produzem uma “desinformação industrializada sobre temas políticos”.

A pesquisadora recorre a teorias conspiratórias que já foram desmentidas, como o uso de robôs para disseminar notícias falsas contra os meios de comunicação, para justificar a defesa de censura e perseguição ao que considera “discursos de ódio”.

Perini se refere às ideias conservadoras, de direita ou contrárias às agendas de grandes fundações internacionais cujas ideias ela defende. A resistência a essas agendas, na visão de Perini, são “notícias falsas, inventadas para manipular a opinião pública, foram massificadas por robôs nas redes sociais”. A ativista atua em uma ONG financiada pelo magnata extremista George Soros.

Extremista é financiada pelo polêmico mecenas do radicalismo

Jornais brasileiros como o Estadão e a CNN Brasil divulgaram a tese, apresentando a autora como “pesquisadora de Oxford”. No entanto, Perini é uma extremista da “perspectiva de gênero”, doutrina que defende ideias como a instalação de “banheiros coletivos”, abertos tanto a transexuais quanto a crianças, educação sexual baseada na tese da não existência de homem e mulher, e até na defesa da abolição do gênero em pronomes dos idiomas. Para o mundo, porém, extremistas têm sido apresentados como defensores dos direitos humanos, o que os faz passar despercebidos em ambientes científicos e midiáticos.

Antonella Perini é coordenadora da “Academia de Innovación Política”, iniciativa que pertence à ONG Asuntos Del Sur, que recebe financiamento da Open Society Foundation, do polêmico bilionário George Soros e oferece cursos como o de “liderança disruptiva”. No Brasil, a OSF foi a principal doadora para a criação do Fundo Marielle Franco, dedicado também à “formação de lideranças políticas”.

Em suas palestras, a ativista que publicou o estudo em Oxford defende que as decisões políticas sejam cada vez mais tomadas dentro da “perspectiva de gênero”. É com essas ideias em mente que a ativista incentiva a participação de jovens em iniciativas tecnológicas como o ICANN, fórum virtual sobre “política global da internet” que coordena a gestão dos domínios na internet, vinculando tecnologia com vigilância de certas ideias consideradas “perigosas” para a democracia e “direitos humanos”.

Como a imensa maioria dos financiamentos da Open Society Foundation, que também financiou o extremista Jean Wyllys para estudar “fake news” em Harvard, a ideia de que a liberdade de expressão na internet vem se configurando como uma “ameaça à democracia” também pode ser encontrada nos documentos da ONG de Perini. Sob o disfarce de “defesa dos direitos humanos” e “combate à desinformação”, ativistas radicais vêm ocupando posições estratégicas em empresas de tecnologia capazes de controlar os ambientes de debates públicos.

As polêmicas censuras políticas exercidas por empresas como Twitter, Facebook e Youtube são parte dessa imensa iniciativa de controle de protocolos da Internet. O objetivo, após derrotas da esquerda em todo o mundo, é impor um novo ambiente que simule o “livre debate”, retirando de cena as opiniões inconvenientes e críticas das teses da esquerda e dos interesses de megaempresas de tecnologia envolvidas nesta nova engenharia do consentimento.

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